quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Agora Vem a Luta Pela Previdência

Stephen Kanitz

É assustador saber que 70% da população brasileira acredita que não há deficit na Previdência.

Se você conhece um contador, discuta as dúvidas com ele.

Todo mês, você contribui com 30% do seu salário ao INSS, que deveria registrar como um Ativo, o Caixa.

E a Crédito, uma Dívida a Pagar a Longo Prazo, porque isso que ela é – sua aposentadoria futura.

Débito:     Caixa 300 bilhões
Crédito:    Dívida a Pagar 300 bilhões

Isso em qualquer regime, seja Estatizado, Privado, Neoliberal, Socialista, a contabilidade é a-partidária.

A diferença entre o Estatal e o Privado está nos passos seguintes:

Na Previdência Privada, o dinheiro em Caixa é aplicado em Investimentos e Aplicações ao ritmo de 300 bilhões por ano.

Quanto melhor os administradores de fundos de pensão aplicarem seu dinheiro, maior será a sua aposentadoria (ou menor teria que ser a sua contribuição mensal, normalmente 8% e não 30% indo para 50%).

No quinto ano de contribuição você verá seu Fundo de Pensão Privado ter os seguintes saldos:

Débito:     Aplicações e Investimentos R$ 1.700 bilhões
Crédito:    Dívida a Pagar em 25 anos R$ 1.700 bilhões

A Previdência Estatizada, não funciona assim.

Depois de 5 anos, os registros contábeis, se publicassem, mostraria isso aqui:

Débito:     Caixa R$ 0 ZERO
Crédito:    Dívida a Pagar em 25 anos R$ 1.500 bi

Como não tem deficit? Ao longo de 30 anos, esse rombo chega a R$ 9 TRILHÕES.

O que aconteceu? Simplesmente sumiram com o seu dinheiro e você nem percebeu.

Como?

Fizeram uma pedalada fiscal.

Todos os nossos Ministros da Fazenda registraram seus 30% como uma Receita, e não como Dívida a Longo Prazo que é.

Débito:    Caixa R$ 1.500 bi
Crédito:   Receitas (Previdenciárias) R$ 1.500 bi

E como tudo que é Receita, ela vira imediatamente uma Despesa.

Débito:    Despesas de Governo R$ 1.500 bi
Crédito:   Caixa R$ 1.500 bi

Saldo do Caixa no final do ano?
Caixa:    R$ 0 ZERO
Investimentos e Aplicações:    R$ 0 ZERO

E não tem rombo?

Se nossa Previdência fosse Privada teríamos muito mais do que R$ 9 TRILHÕES, pois teríamos todos os rendimentos de Investimentos acumulados por 30 anos.

Teríamos facilmente o triplo.

Com R$ 27 TRILHÕES não teríamos BNDES, recessão, baixo crescimento, juros altos.

Mas na Previdência Estatizada, o dinheiro sumiu e ninguém viu.

Alguém me explica? Em menos de 50 linhas?

Blog do Kanitz



Justiça Eleitoral custa R$ 21 milhões por dia. E olha que esse ano não tem eleição

Editorial

Orçamento de 2017 para cobrir os gastos de tribunais e do fundo partidário chega a R$ 7,7 bilhões, quase 50% a mais do que no ano anterior, quando foram realizadas eleições

Apesar de as eleições ocorrerem a cada dois anos, a Justiça Eleitoral gera um alto custo aos cofres públicos mesmo em ano sem eleições ordinárias. Seu orçamento em 2017 é R$ 7,7 bilhões. O valor representa R$ 21,2 milhões por dia para custear as atividades ligadas às eleições, mesmo neste ano não eleitoral.

O montante corresponde a previsão orçamentária autorizada pelo Congresso Nacional e inclui os gastos com os 27 tribunais regionais eleitorais, com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e com o Fundo Partidário.

A maior fatia fica com o TSE, que deve custar no ano R$ 1,9 bilhão. Outros R$ 4,9 bilhões são distribuídos entre as cortes estaduais. Os partidos têm R$ 819 milhões do fundo eleitoral em 2017. 

O Tribunal Regional de São Paulo (TRE-SP) lidera a lista de gastos com a reserva da peça orçamentária de R$ 640,8 milhões em 2017. Na sequência estão os tribunais de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, com dotações autorizadas de R$ 510,2 milhões, R$ 423,7 milhões e R$ 297,1 milhões, respectivamente. 

Já o TRE do Amazonas, que gastou R$ 32,6 milhões na eleição suplementar para governador que ocorreu em agosto, recebe neste ano R$ 116 milhões. A chapa eleita ao governo do estado em 2014 foi cassada por compra de votos. 

De acordo com o relatório Justiça em Números de 2017, realizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que examina dados de 2016, 88% do orçamento são usados como despesas de pessoal pela Justiça Eleitoral. No ano passado, quando ocorreram eleições municipais, a Justiça Eleitoral gastou R$ 5,2 bilhões, o que representou R$ 14,3 milhões por dia. Desse total, R$ 188 milhões foram investidos em informática.

O entrave do progresso 

Em situação de deterioração econômica, política e moral, o setor público se transforma no maior obstáculo para o crescimento econômico e progresso material

A grave recessão econômica dos últimos anos tem o setor público como seu causador e culpado maior – setor público que existe para promover o crescimento, incentivar a produção, prestar bons serviços e ajudar na melhoria da distribuição de renda. Em situação de deterioração econômica, política e moral como a que o Brasil vive atualmente, o setor público se transforma no maior obstáculo para o crescimento econômico e progresso material.

A compreensão dos fenômenos econômicos e a consciência de que é no sistema estatal que reside o maior entrave ao progresso são importantes para o povo entender onde está o problema e exigir as soluções certas daqueles a quem compete legislar e governar.

Gazeta do Povo
Curitiba